Blog Lide Multimídia

fev/10

5

Nenhuma mídia morreu

* Por Felipe Belão Lubel

O McLuhan afirmou há tempos que “o meio é a mensagem” e acertou. Só que os tempos mudaram e hoje o meio é também quem recebe a mensagem. Isso porque, o cara do outro lado da tela é quem define o que quer, gera conteúdo e muda totalmente a mídia. Claro que os novos meios nasceram na geração Y, prontos para essa realidade. Mas e a mídia tradicional? Morreu?
Não! Pelo contrário, ela tem mostrado uma grande força e capacidade de adaptação. Ela cumpre seu papel e, quanto menor o preconceito de misturá-las com as novidades, melhor é o resultado. Portanto, queridos meios tradicionais, não resistam, pois a convergência chegou. De acordo com o Henry Jenkins esta é o reflexo de um processo tecnológico que une funções dentro de um mesmo meio. Isso determina uma transformação cultural na medida em que os receptores são obrigados a buscar informações em diversas fontes que, por sua vez, têm diferentes características. A conexão entre estas informações ocorrem, após interatividade e participação do indivíduo com o meio, na mente do próprio sujeito. Entretanto, os sujeitos conversam, fofocam e trocam experiências entre si.
jornalA sociedade se comunica e esse bate papo todo faz surgir um novo poder dentro do âmbito midiático: o poder coletivo. Isso porque o consumo da mídia hoje é um processo que ocorre de forma coletiva na sociedade, criando uma inteligência também coletiva, já citada pelo Pierre Lévy. Essa realidade transforma a relação entre receptores e meios de comunicação e o papel dos profissionais de mídia é entender essa nova realidade para poder adaptar seu planejamento para alcançar os objetivos de marketing propostos por agências e anunciantes.

* Felipe Belão Lubel é publicitário e coordenador de Marketing da Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais.  Atua também como professor dos cursos de Comunicação Social e de Marketing da PUC-PR.

(felipebelao@paranaclinicas.com.br)

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dez/09

17

Desligue um pouco o monitor

*Por Augusto Köech

Seguindo a mesma linha do meu último post em que discursei sobre a frase “Um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama”, mais uma vez farei uso de uma conhecida expressão que, se em muitas profissões faz sentido, na de um assessor de imprensa não seria diferente.

“Quem não é visto, não é lembrado” (em inglês, “Out of sight, out of mind”). Esta frase resume bem a importância de se fazer presente, de forma moderada, em termos pessoais, no caso de artistas, políticos, atletas ou profissionais de diversas áreas, para as quais o chamado Marketing Pessoal – cada vez mais na moda e reconhecidamente fundamental para tornar um profissional destaque no ambiente de trabalho – tem peso relevante nos resultados.
No caso de um assessor de assessor de imprensa, esta receita também funciona, e muito. Pelo fato do nosso trabalho diário ser, praticamente, todo a base do telefone e email, muitas das vezes mal sabemos o rosto das pessoas com as quais estamos negociando uma pauta, enviando uma foto, ou mesmo passando contato de um cliente. E não são todas as pessoas – diria que a menor parte delas – que dão atenção a quem não conhecem pessoalmente. Simplesmente ignoram o seu email por considerá-lo “mais um“ ou “precisam desligar” o telefone antes mesmo da conversa ser concluída.
Por estes – e infinitos outros – motivos destaca-se a importância de mostrar a cara, visitar redações, marcar encontro com a imprensa, distribuir cartões, enfim, fazer-se presente. E isso é papel individual de cada assessor; algo que somente ele pode fazer para o sucesso de seus clientes e, claro, da sua própria carreira. Achar perda de tempo desligar por alguns minutos – e por que não horas? – o monitor e almoçar com um jornalista de redação ou mesmo recebê-lo em seu escritório, é esquecer que o trabalho de um assessor de imprensa é feito, a cima de tudo, de relacionamento. Experiência própria.
Augusto Köech

“Quem não é visto, não é lembrado” (em inglês, “Out of sight, out of mind”). Esta frase resume bem a importância de se fazer presente, de forma moderada, em termos pessoais, no caso de artistas, políticos, atletas ou profissionais de diversas áreas, para as quais o chamado Marketing Pessoal – cada vez mais na moda e reconhecidamente fundamental para tornar um profissional destaque no ambiente de trabalho – tem peso relevante nos resultados.

No caso de um assessor de assessor de imprensa, esta receita também funciona, e muito. Pelo fato do nosso trabalho diário ser, praticamente, todo a base do telefone e email, muitas das vezes mal sabemos o rosto das pessoas com as quais estamos negociando uma pauta, enviando uma foto, ou mesmo passando contato de um cliente. E não são todas as pessoas – diria que a menor parte delas – que dão atenção a quem não conhecem pessoalmente. Simplesmente ignoram o seu email por considerá-lo “mais um“ ou “precisam desligar” o telefone antes mesmo da conversa ser concluída.

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Por estes – e infinitos outros – motivos destaca-se a importância de mostrar a cara, visitar redações, marcar encontro com a imprensa, distribuir cartões, enfim, fazer-se presente. E isso é papel individual de cada assessor; algo que somente ele pode fazer para o sucesso de seus clientes e, claro, da sua própria carreira. Achar perda de tempo desligar por alguns minutos – e por que não horas? – o monitor e almoçar com um jornalista de redação ou mesmo recebê-lo em seu escritório, é esquecer que o trabalho de um assessor de imprensa é feito, a cima de tudo, de relacionamento. Experiência própria.

* Augusto Köech é jornalista e assessor de imprensa da Lide Multimídia (redacao11@lidemultimidia.com.br)

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* Por Camila Canassa

Não é a toa que se contam tantas histórias para crianças. Se você quer que elas parem de chorar, se quer que elas se aquietem para dormir, se deseja que prestem atenção em você ou, ainda, se quer lhes ensinar algo complexo; a história é ferramenta extremamente útil. Isto porque o “era uma vez” têm o poder do recurso pedagógico aliado ao prazer do entretenimento e da apreciação estética. Seja por meio da dramatização, do texto, das imagens; a história prende a atenção, atrai.

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Há tempos o jornalismo já descobriu o poder das histórias. No início do século XX começou a surgir o que, hoje, é chamado de Jornalismo Literário. Nele, a notícia é narrada, o fato é exposto pela visão de personagens que vivenciaram o ocorrido. É praticamente uma literatura não-ficcional. O público leitor se encantou por esta nova forma de se relatar os acontecimentos.
Em um artigo da revista da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) foi publicado o resultado de uma pesquisa que revela o quanto o Jornalismo Literário atrai o público leitor. Uma mesma notícia foi exibida de quatro formas diferentes a um grupo de pessoas. Depois, perguntaram-nos qual dos textos eles mais gostaram. A história foi a grande vencedora. Todos se encantaram mais pela literatura não-ficcional.
Agora, onde entram as empresas e os empresários nisto tudo? O advento do Jornalismo Literário influenciou a produção de textos nos veículos de comunicação em todo o mundo, incluindo o Brasil. Basta abrir um jornal local para perceber que em grande parte das reportagens existe lá um personagem dando vida à notícia. As organizações, fornecedoras de parte expressiva das informações de utilidade pública que vemos na mídia, deveriam estar mais atentas a isto.
Quantas histórias interessantes existem dentro de uma instituição? Se a empresa deseja que os jornalistas conheçam sua trajetória e seus diferenciais, por que não contá-los por meio da vida do fundador ou dos causos interessantes de um colaborador? Mesmo quando não se trata de uma ação proativa, as histórias empresariais podem contribuir. A imprensa vive vasculhando pessoas que lhes sirvam de protagonistas. É importante que os departamentos de marketing conheçam a vida e o perfil de seus diretores e funcionários para que, junto com as assessorias de imprensa, atendam a esta necessidade atual dos veículos de comunicação. Afinal, um “era uma vez” bem contado pode gerar uma grande notícia!

Há tempos o jornalismo já descobriu o poder das histórias. No início do século XX começou a surgir o que, hoje, é chamado de Jornalismo Literário. Nele, a notícia é narrada, o fato é exposto pela visão de personagens que vivenciaram o ocorrido. É praticamente uma literatura não-ficcional. O público leitor se encantou por esta nova forma de se relatar os acontecimentos.

Em um artigo da revista da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) foi publicado o resultado de uma pesquisa que revela o quanto o Jornalismo Literário atrai o público leitor. Uma mesma notícia foi exibida de quatro formas diferentes a um grupo de pessoas. Depois, perguntaram-nos qual dos textos eles mais gostaram. A história foi a grande vencedora. Todos se encantaram mais pela literatura não-ficcional.

Agora, onde entram as empresas e os empresários nisto tudo? O advento do Jornalismo Literário influenciou a produção de textos nos veículos de comunicação em todo o mundo, incluindo o Brasil. Basta abrir um jornal local para perceber que em grande parte das reportagens existe lá um personagem dando vida à notícia. As organizações, fornecedoras de parte expressiva das informações de utilidade pública que vemos na mídia, deveriam estar mais atentas a isto.

Quantas histórias interessantes existem dentro de uma instituição? Se a empresa deseja que os jornalistas conheçam sua trajetória e seus diferenciais, por que não contá-los por meio da vida do fundador ou dos causos interessantes de um colaborador? Mesmo quando não se trata de uma ação proativa, as histórias empresariais podem contribuir. A imprensa vive vasculhando pessoas que lhes sirvam de protagonistas. É importante que os departamentos de marketing conheçam a vida e o perfil de seus diretores e funcionários para que, junto com as assessorias de imprensa, atendam a esta necessidade atual dos veículos de comunicação. Afinal, um “era uma vez” bem contado pode gerar uma grande notícia!

* Camila Canassa é jornalista e assessora de imprensa da Lide Multimídia (redacao13@lidemultimidia.com.br)

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nov/09

27

Esse texto é meu

Esse texto é meu
Nós, assessores de imprensa, geralmente costumamos começar uma divulgação a partir de um texto, o release.
No release, colocamos informações sobre ‘a novidade’ que o cliente apresenta, umas aspas de um porta-voz qualificado e todas as informações que os jornalistas de veículos de comunicação possam precisar. Salvo as sugestões de pauta – em que escrevemos apenas algumas linhas e sugerimos o tema para o veículo, a maioria dos materiais de assessoria de imprensa funciona assim.
Os grandes e/ou importantes veículos, embora tenham acesso a todas as informações possíveis por meio do release, querem entrevistar o porta-voz para, quem sabe, tirar dele mais algumas informações. Nós sempre torcemos para que esse seja o caminho quando fazemos uma divulgação, afinal de contas, nosso texto teria pautado o jornalista e gerado interesse nele. O bom jornalista, na minha opinião, depois de gostar do tema apresentado pela assessoria, procura mudar o enfoque daquela pauta ou se aprofundar um pouco mais. Daí surge a necessidade de entrevistar o porta-voz e produzir uma outra pauta a partir daquela sugestão.
Porém, muitos veículos não seguem esse procedimento e apostam no Ctrl + C e Ctrl + V. É mais fácil, não exige esforço, às vezes nem precisa ler, já que o material vem de assessoria de imprensa e geralmente é bem escrito. Embora também gere publicação, os resultados dos Ctrl + C e Ctrl + V são os menos interessantes para o cliente. Alguns desses veículos até têm visibilidade, mas apenas reproduzem o que recebem. Eles não contestam, não se aprofundam, não querem saber mais, não querem ouvir mais fontes. São assim.
Copia e cola. E clipa-se.

* Por Jaqueline Tiepolo

Nós, assessores de imprensa, geralmente costumamos começar uma divulgação a partir de um texto, o release.

No release, colocamos informações sobre ‘a novidade’ que o cliente apresenta, umas aspas de um porta-voz qualificado e todas as informações que os jornalistas de veículos de comunicação possam precisar. Salvo as sugestões de pauta – em que escrevemos apenas algumas linhas e sugerimos o tema para o veículo, a maioria dos materiais de assessoria de imprensa funciona assim.

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Os grandes e/ou importantes veículos, embora tenham acesso a todas as informações possíveis por meio do release, querem entrevistar o porta-voz para, quem sabe, tirar dele mais algumas informações. Nós sempre torcemos para que esse seja o caminho quando fazemos uma divulgação, afinal de contas, nosso texto teria pautado o jornalista e gerado interesse nele. O bom jornalista, na minha opinião, depois de gostar do tema apresentado pela assessoria, procura mudar o enfoque daquela pauta ou se aprofundar um pouco mais. Daí surge a necessidade de entrevistar o porta-voz e produzir uma outra pauta a partir daquela sugestão.

Porém, muitos veículos não seguem esse procedimento e apostam no Ctrl + C e Ctrl + V. É mais fácil, não exige esforço, às vezes nem precisa ler, já que o material vem de assessoria de imprensa e geralmente é bem escrito. Embora também gere publicação, os resultados dos Ctrl + C e Ctrl + V são os menos interessantes para o cliente. Alguns desses veículos até têm visibilidade, mas apenas reproduzem o que recebem. Eles não contestam, não se aprofundam, não querem saber mais, não querem ouvir mais fontes. São assim.

Copia e cola.

E clipa-se.

* Jaqueline Tiepolo é jornalista e assessora de imprensa da Lide Multimídia (redacao14@lidemultimidia.com.br)

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Esporte, paixão e desenvolvimento: o início da nova era
* Por Eduardo Betinardi
Sempre lembrado carinhosamente por seus ídolos do esporte como, por exemplo, Pelé, Oscar, Ayrton Senna, Hortência, Romário, Maria Esther Bueno, João do Pulo, Gustavo Borges, Guga e Ronaldo, o Brasil conseguiu cativar os principais órgãos esportivos internacionais, deslumbrando a possibilidade de colocar em prática a teoria de que o esporte pode mudar o futuro de uma nação. As boas notícias para o povo brasileiro começaram a ser anunciadas em 2007, quando a Federação Internacional de Futebol (Fifa) escolheu o nosso “paraíso tropical” como sede da Copa do Mundo de 2014. Como se não bastasse a honra de receber pela segunda vez* o campeonato de futebol mais importante do planeta, no último mês de outubro foi a vez do Comitê Olímpico Internacional (COI) se render aos encantos do Brasil e anunciar o Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Com valor inestimável ao tratarmos dos aspectos esportivos, os dois maiores e mais lucrativos eventos globais têm tudo para revolucionar o Brasil, marcando o início de uma nova era para o sofrido, mas amado, povo “tupiniquim”. Para receber turistas, torcedores e profissionais de todas as partes do mundo, o país terá que passar por um intenso e bilionário processo de reestruturação social e, principalmente, de aprimoramento da infraestrutura urbana, desencadeando, entre outros, o desenvolvimento das áreas de segurança pública, transporte coletivo, hotelaria, saúde e, para a nossa felicidade, comunicação, segmento que vive um período de constante desenvolvimento e que deve ser impulsionado, ainda mais, pela realização destas duas competições esportivas.
Com o país transformado em um grande canteiro de obras, os mais variados “braços” da comunicação, dos jornais de bairro às assessorias de imprensa, terão que suprir uma demanda que deverá crescer gradativamente até os dias em que serão realizados os jogos da Copa do Mundo e as atividades esportivas das Olimpíadas. Serão milhões de interessados pelas obras que vão acontecer ao redor do país. Serão inúmeros investidores em busca da divulgação de suas marcas. Serão milhares de pessoas em busca de informações turísticas sobre o Brasil. Serão bilhões de torcedores acompanhando as competições por meio dos mais diversificados meios de comunicação.
Para que todos estes serviços sejam oferecidos de maneira impecável, seguindo padrões internacionais de qualidade, teremos que capacitar os nossos profissionais, aperfeiçoar as nossas tecnologias e nos preparar para o surgimento de novas ferramentas que irão potencializar todo o processo de acesso à informação. A preparação para receber estas competições vai durar poucos anos e as competições serão disputadas em poucos dias, mas o desenvolvimento impulsionado pelos eventos nos deixará um legado cultural e tecnológico incalculável, que poderá ser desfrutado durante muitas décadas.
Por todos estes motivos, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 marcarão uma nova era no Brasil, exigindo o comprometimento do povo brasileiro, dos governos, das instituições esportivas e das empresas privadas. As portas para o sucesso estão abertas. Aproveite as oportunidades que irão surgir! Caso você seja um dos céticos de plantão, daqueles pessimistas que sofrem com a temida “síndrome do cachorro de rua” e que não acreditam no potencial transformador do esporte, peço gentilmente para que deixe sua negatividade bem longe da minha esperança por um país REALMENTE melhor para todos.
**O Brasil sediou a Copa de 1950. Na ocasião, a cidade de Curitiba recebeu dois jogos (Espanha x Estados Unidos e Paraguai x Suécia), partidas realizadas no Estádio Durival Britto e Silva, atual casa do Paraná Clube.
* Eduardo Betinardi é jornalista e assessor de imprensa da Lide Multimídia (redacao10@lidemultimidia.com.br)

* Por Eduardo Betinardi

Sempre lembrado carinhosamente por seus ídolos do esporte como, por exemplo, Pelé, Oscar, Ayrton Senna, Hortência, Romário, Maria Esther Bueno, João do Pulo, Gustavo Borges, Guga e Ronaldo, o Brasil conseguiu cativar os principais órgãos esportivos internacionais, deslumbrando a possibilidade de colocar em prática a teoria de que o esporte pode mudar o futuro de uma nação. As boas notícias para o povo brasileiro começaram a ser anunciadas em 2007, quando a Federação Internacional de Futebol (Fifa) escolheu o nosso “paraíso tropical” como sede da Copa do Mundo de 2014. Como se não bastasse a honra de receber pela segunda vez* o campeonato de futebol mais importante do planeta, no último mês de outubro foi a vez do Comitê Olímpico Internacional (COI) se render aos encantos do Brasil e anunciar o Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

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Com valor inestimável ao tratarmos dos aspectos esportivos, os dois maiores e mais lucrativos eventos globais têm tudo para revolucionar o Brasil, marcando o início de uma nova era para o sofrido, mas amado, povo “tupiniquim”. Para receber turistas, torcedores e profissionais de todas as partes do mundo, o país terá que passar por um intenso e bilionário processo de reestruturação social e, principalmente, de aprimoramento da infraestrutura urbana, desencadeando, entre outros, o desenvolvimento das áreas de segurança pública, transporte coletivo, hotelaria, saúde e, para a nossa felicidade, comunicação, segmento que vive um período de constante desenvolvimento e que deve ser impulsionado, ainda mais, pela realização destas duas competições esportivas.

Com o país transformado em um grande canteiro de obras, os mais variados “braços” da comunicação, dos jornais de bairro às assessorias de imprensa, terão que suprir uma demanda que deverá crescer gradativamente até os dias em que serão realizados os jogos da Copa do Mundo e as atividades esportivas das Olimpíadas. Serão milhões de interessados pelas obras que vão acontecer ao redor do país. Serão inúmeros investidores em busca da divulgação de suas marcas. Serão milhares de pessoas em busca de informações turísticas sobre o Brasil. Serão bilhões de torcedores acompanhando as competições por meio dos mais diversificados meios de comunicação.

Para que todos estes serviços sejam oferecidos de maneira impecável, seguindo padrões internacionais de qualidade, teremos que capacitar os nossos profissionais, aperfeiçoar as nossas tecnologias e nos preparar para o surgimento de novas ferramentas que irão potencializar todo o processo de acesso à informação. A preparação para receber estas competições vai durar poucos anos e as competições serão disputadas em poucos dias, mas o desenvolvimento impulsionado pelos eventos nos deixará um legado cultural e tecnológico incalculável, que poderá ser desfrutado durante muitas décadas.

Por todos estes motivos, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 marcarão uma nova era no Brasil, exigindo o comprometimento do povo brasileiro, dos governos, das instituições esportivas e das empresas privadas. As portas para o sucesso estão abertas. Aproveite as oportunidades que irão surgir! Caso você seja um dos céticos de plantão, daqueles pessimistas que sofrem com a temida “síndrome do cachorro de rua” e que não acreditam no potencial transformador do esporte, peço gentilmente para que deixe sua negatividade bem longe da minha esperança por um país REALMENTE melhor para todos.

**O Brasil sediou a Copa de 1950. Na ocasião, a cidade de Curitiba recebeu dois jogos (Espanha x Estados Unidos e Paraguai x Suécia), partidas realizadas no Estádio Durival Britto e Silva, atual casa do Paraná Clube.

* Eduardo Betinardi é jornalista e assessor de imprensa da Lide Multimídia (redacao10@lidemultimidia.com.br)

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